Por que conviver com dor não é normal: os riscos do tratamento inadequado e a importância do cuidado precoce

Saúde e Informação05 de fevereiro de 2026

Por que conviver com dor não é normal: os riscos do tratamento inadequado e a importância do cuidado precoce

Do uso de opioides à dor neuropática e às cefaleias, especialista explica por que a dor não deve ser normalizada

A dor crônica é uma das principais causas de perda de qualidade de vida no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população global convive com algum tipo de dor persistente, que impacta o sono, o humor, a produtividade e as relações sociais. Nesse cenário, a Medicina da Dor surge como uma especialidade essencial para tratar não apenas o sintoma, mas o paciente como um todo.

O anestesiologista Dr. Alexandre Beck, da Eco Medicina da Dor, explica que um dos maiores desafios no cuidado desses pacientes é justamente a normalização da dor, seja pelo uso inadequado de medicamentos, pelo atraso no diagnóstico ou pela falta de uma abordagem multidisciplinar.

A seguir, três temas frequentes no consultório e que ajudam a entender por que o manejo correto da dor faz toda a diferença.

Fibromialgia e opioides: quando o tratamento pode piorar a dor

A fibromialgia é uma condição caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga intensa, distúrbios do sono e alterações cognitivas. Embora seja uma doença crônica, o uso de opioides no seu tratamento ainda é comum, e, segundo especialistas, preocupante. “É muito comum a gente receber no nosso consultório pacientes que já têm o manejo da fibromialgia associado ao uso do opioide, mas não é a nossa recomendação”, alerta o Dr. Alexandre Beck.

Estudos mostram que, nesses casos, os opioides podem trazer mais riscos do que benefícios. Além de não atuarem diretamente nos mecanismos da fibromialgia, eles podem intensificar a dor ao longo do tempo, provocar piora do sono, aumentar a fadiga e desencadear um fenômeno conhecido como hiperalgesia induzida por opioides, quando o corpo passa a perceber a dor de forma ainda mais intensa.

“Nós incentivamos, além do tratamento medicamentoso com fármacos específicos, a atividade física regular, a psicoterapia e uma abordagem multidisciplinar”, explica o médico. O foco, segundo ele, deve estar em cuidados seguros, integrados e individualizados, capazes de melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente, e não apenas silenciar a dor momentaneamente.

Dor neuropática: por que o tratamento precoce evita a cronificação

Diferente das dores musculares ou inflamatórias, a dor neuropática tem origem em alterações ou lesões nos nervos. Ela costuma se manifestar como sensação de queimação, choques, fisgadas ou dor ao simples toque de uma roupa na pele. “Ela, ao contrário de outras dores, pode afetar muito a qualidade de vida”, explica o Dr. Alexandre Beck.

Quando não tratada adequadamente, a dor neuropática pode evoluir para um processo chamado sensibilização central, no qual o sistema nervoso passa a “memorizar” a dor. Isso faz com que ela se torne mais intensa, frequente e difícil de tratar ao longo do tempo. “A boa notícia é que o tratamento precoce pode evitar a cronificação”, destaca.

O acompanhamento médico permite associar tratamento medicamentoso específico, abordagem multidisciplinar e, em alguns casos, procedimentos intervencionistas, reduzindo o risco de que a dor se torne permanente. Por isso, o alerta é claro: dor persistente não deve ser normalizada. Reconhecer os sinais e buscar ajuda especializada o quanto antes é fundamental.

Dor de cabeça crônica: quando existem alternativas além dos analgésicos

A dor de cabeça, ou cefaleia, é uma das queixas mais comuns na prática clínica. Para muitas pessoas, no entanto, ela vai muito além de um desconforto ocasional e passa a interferir diretamente no trabalho, no lazer e na vida social. “Para muitos, a cefaleia está intimamente relacionada à qualidade de vida”, afirma o médico.

Quando os analgésicos convencionais deixam de trazer alívio ou passam a ser usados com frequência excessiva, é importante investigar outras possibilidades de tratamento. Nesse contexto, a Medicina da Dor oferece alternativas intervencionistas que podem reduzir tanto a intensidade quanto a frequência das crises.

“Bloqueios anestésicos de nervos periféricos, toxina botulínica ou até radiofrequência podem devolver qualidade de vida e produtividade ao paciente”, explica o Dr. Alexandre Beck. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um especialista, levando em conta o tipo de cefaleia, a resposta aos tratamentos prévios e o impacto da dor no dia a dia do paciente.

Dor não é normal: viver com qualidade é possível

Em comum, todas essas condições compartilham um ponto-chave: a dor crônica não deve ser encarada como algo normal ou inevitável. O acompanhamento especializado, a prevenção e o tratamento adequado permitem que o paciente recupere autonomia, funcionalidade e bem-estar. “Não normalize a dor crônica. Mantenha o acompanhamento médico, invista em prevenção e saiba que é possível viver com qualidade de vida no manejo e tratamento da dor”, reforça o especialista.

Eco Medicina da Dor

A Eco Medicina da Dor integra o Eco Medical Center e atua com uma abordagem moderna, humanizada e multidisciplinar no diagnóstico e tratamento da dor aguda e crônica. A equipe reúne especialistas capacitados para oferecer tratamentos individualizados, que vão desde terapias medicamentosas até procedimentos intervencionistas, sempre com foco na qualidade de vida do paciente.

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