O papel da mulher na medicina oncológica

Notícias11 de fevereiro de 2026

O papel da mulher na medicina oncológica

Entre ciência e humanidade, a Drª. Audrey Tieko Tsunoda constrói um legado do papel da mulher na oncologia e inspira mulheres a seguir o mesmo caminho

A presença feminina na oncologia brasileira reflete, de forma cada vez mais evidente, a convergência entre rigor científico, liderança técnica e cuidado humanizado. Em um país que registrou 704 mil novos casos de câncer nos últimos dois anos, segundo o Instituto Nacional de Cancer (INCA), a atuação de profissionais capazes de unir conhecimento, planejamento e escuta qualificada tornou-se central para a qualidade da assistência oncológica, especialmente nos tumores que afetam predominantemente mulheres, como mama, colo do útero, útero e ovário.​​

É nesse contexto que se insere a trajetória da cirurgiã oncológica, Drª. Audrey Tieko Tsunoda, doutora em Oncologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com formação pelo Instituto Nacional de Câncer e atuação nacional e internacional em cirurgia e ginecologia oncológica. A médica construiu sua carreira em pilares que hoje pautam a boa prática oncológica: assistência de qualidade, ensino e pesquisa, sempre orientados pela individualidade de cada paciente.

Ao longo de mais de 20 anos de atuação em oncologia, participou ativamente da formação de médicos cirurgiões em instituições de referência como o Hospital de Amor em Barretos-SP e o Hospital Erasto Gaertner em Curitiba-PR, contribuindo de uma forma estruturada para o ensino da cirurgia oncológica e das equipes multiprofissionais do Brasil.

Ao escolher a oncologia como campo de atuação, a médica buscou o ponto de encontro entre a complexidade biológica e a história de vida das pessoas que enfrentam a doença. Seu trabalho envolve planejamento cuidadoso, decisões compartilhadas e acompanhamento contínuo ao longo de toda a jornada terapêutica.

Na rotina da ginecologia oncológica, marcada por cirurgias de alta complexidade e longa duração, a clareza das informações e a organização do plano terapêutico assumem papel central. Segundo a médica, quando a paciente entende o caminho que será percorrido, a ansiedade diminui e a confiança aumenta. A consulta deixa de ser apenas técnica e se transforma em um espaço de escuta ativa, no qual dúvidas, medos e expectativas são legitimados.

Liderança, coragem e excelência em cenários globais

Ao longo de sua trajetória, a Drª. Audrey também vivenciou os desafios de ocupar espaços historicamente masculinos na cirurgia oncológica. Em centros de referência e congressos internacionais, participou de cirurgias demonstrativas ao vivo, enfrentando não apenas a complexidade técnica dos casos, mas também estereótipos de gênero ainda presentes na medicina. Um episódio marcante ocorreu na Rússia, onde se tornou a primeira mulher a realizar uma cirurgia radical oncológica com preservação de nervos, demonstrativa, diante de um auditório com mais de 300 médicos de diferentes países. O que inicialmente gerou surpresa e resistência, transformou-se em reconhecimento profissional ao longo do procedimento, reafirmando que competência, preparo e liderança não têm gênero.

Para a cirurgiã, essas vivências reforçam a importância de uma formação sólida aliada ao preparo emocional e ao trabalho em equipe. Cirurgias complexas exigem planejamento minucioso, comunicação constante com anestesistas, alinhamento multiprofissional e suporte adequado às famílias. “Nada é improviso”, afirma. Essa postura, que une rigor técnico e atenção genuína às pessoas, traduz o papel transformador da mulher na oncologia contemporânea: liderar com precisão, sensibilidade e compromisso com a vida.

Comunicação, escuta e responsabilidade no cuidado oncológico

Falar sobre o papel da mulher na medicina oncológica é falar sobre tempo, presença e responsabilidade. A oncologia, ao lidar cotidianamente com os limites do corpo e da vida, evidencia a necessidade de uma medicina que vá além da técnica e incorpore comunicação clara, escuta qualificada e vínculo.

Dados do Conselho Federal de Medicina e da Demografia Médica Brasileira mostram que as mulheres já representam cerca de 50% dos médicos em atividade no país. Ainda assim, essa presença não se distribui de forma equitativa entre as especialidades, especialmente nas áreas cirúrgicas.

No corpo médico da Eco Oncologia, contamos com muitas oncologistas clínicas, além de três cirurgiãs mulheres: Drª. Audrey Tieko Tsunoda, Drª Valéria Aparecida Santos e Drª Ana Júlia Rieger. “A oncologia não permite superficialidade. Entramos na vida das pessoas em um momento de extrema vulnerabilidade, e isso exige preparo técnico e emocional”, afirma a Drª. Audrey. Para ela, a informação é parte essencial do cuidado: “Quando a mulher entende o que está acontecendo com o próprio corpo e compreende o plano de tratamento, o medo diminui e ela passa a se sentir confiante”.

Esse entendimento encontra respaldo nas diretrizes da Organização Pan-Americana da Saúde, que apontam a comunicação clara e empática como fator determinante para maior adesão ao tratamento e melhores desfechos clínicos. Mais do que explicar procedimentos, trata-se de reconhecer a paciente como sujeito ativo, respeitando sua história, suas emoções e seu papel central na jornada terapêutica.

Mulher na oncologia brasileira: liderança, ciência e cuidado humanizado

Decisões compartilhadas e cuidado multidisciplinar

“Tratar o câncer não é apenas remover o tumor. É oferecer suporte completo para que a mulher se recupere de forma digna, segura e com qualidade de vida”, explica a Drª Audrey. Na EcoOncologia, o cuidado é construído de forma integrada. Casos complexos são avaliados em reuniões clínicas multidisciplinares, nas quais diferentes especialistas analisam, discutem e definem, em conjunto, a estratégia terapêutica mais adequada para cada situação. 

Compromisso com pesquisa, inovação e formação

Paralelamente à assistência e ao ensino cirúrgico, a médica mantém atuação ativa na pesquisa acadêmica, integrando o corpo docente e de orientação da pós-graduação stricto sensu da PUCPR, nos níveis de mestrado e doutorado, na área de Tecnologias em Saúde. Sua produção científica está voltada à inovação, à incorporação tecnológica e à melhoria dos desfechos clínicos em oncologia, conectando pesquisa, prática assistencial e formação de novos profissionais.

Inspiração para gerações futuras

Ao olhar para as novas gerações, a cirurgiã vê na oncologia um campo fértil para a atuação feminina, ainda carente de especialistas no Brasil, especialmente no tratamento de tumores ginecológicos e das doenças com disseminação peritoneal. Sua mensagem para as profissionais médicas é clara: há amplo espaço para mulheres que desejam somar excelência técnica, liderança e sensibilidade, ajudando pacientes e famílias a atravessarem o câncer com mais organização, esperança e dignidade. Um compromisso em que ciência e humanidade caminham juntas, como propõe a Eco Oncologia.

Serviço:

Eco Oncologia
Rua Goiás, 70 – 7º andar – Água Verde
Curitiba – Paraná
(41) 3122-9393
(41) 3122-9394
www.ecooncologia.com.br

Eco Medical Center

Eco Medical Center

Assine nossa newsletter

Receba nossas notícias e promoções exclusivas!

Notícias

Postagens Relacionadas

Confira mais conteúdos sobre Notícias

AGENDAMENTO RÁPIDO E FÁCIL

Agende agora suas consultas e exames
Agende Agora

AGENDE AGORA (41) 3123-6550