
A visão é um pilar essencial para o bom rendimento escolar, mas problemas como miopia (cada vez mais comum na infância) e hipermetropia podem passar despercebidos. De acordo com a oftalmopediatra do Eco Medical Center, Pérola Grupenmacher, distúrbios não diagnosticados muitas vezes são confundidos com falta de interesse.
“Crianças que forçam a vista para enxergar tendem a se distrair, principalmente durante atividades que exigem foco, como ler ou copiar do quadro. Muitas entendem o conteúdo oralmente, ouvindo o professor, mas são taxadas de ‘preguiçosas’ por não acompanhar as tarefas visuais e escritas. Antes de associar a quadros como TDAH ou autismo, é preciso descartar questões oculares e ir ao oftalmologista investigar”, alerta.
Sinais de alerta e prevenção
Além das notas baixas, sintomas como dores de cabeça frequentes, vermelhidão ocular, dificuldade para subir escadas ou fechar um olho para focar indicam a necessidade de avaliação. A médica reforça que consultas anuais são indispensáveis, mesmo sem queixas aparentes. “A ambliopia (‘olho preguiçoso’) só é tratável até os 7 anos. Se um olho não desenvolve a visão corretamente, o cérebro ‘ignora’ suas imagens. Sem diagnóstico precoce, a criança pode crescer sem perceber que enxerga borrado, achando isso normal”, explica.
Rotina de cuidados
- Teste do olhinho: obrigatório em recém-nascidos para detectar malformações;
- Check-ups anuais: com dilatação pupilar, a partir do primeiro ano de vida;
- Limite de telas: nenhuma exposição antes dos 2 anos; até 1 hora/dia (2 a 6 anos) e no máximo 2 horas/dia após essa idade;
- Regra 20-2: a cada 20 minutos de tela, 2 minutos de descanso olhando para objetos distantes.
- Crianças menores de 2 anos não devem usar telas. Até os seis anos, apenas 1 hora de tela por dia. E dos 6 anos em diante, até duas horas de telas. E nunca usar as telas à noite.
“A exposição prolongada a dispositivos digitais resseca os olhos e pode agravar condições como alergias. A televisão é menos prejudicial, porque o olho fica em linha reta e observando uma imagem mais ampla. No celular, o olhar fica forçado ao convergir para um ponto central muito próximo do rosto. Porém mesmo a TV tendo suas ‘vantagens’, ainda exige moderação”, finaliza a especialista.
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